CICLISMO E TRIATHLON EM PEQUIM 2008

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CICLISMO E TRIATHLON EM PEQUIM 2008

Mensagem  Tecnico Fabinho em Qui Jul 31, 2008 12:30 pm

CICLISMO EM PEQUIM

Os maiores Jogos Olímpicos da história começam na sexta-feira, dia 8 de agosto, e o Brasil vai levar a maior delegação de todos os tempos. Serão 277 atletas (132 mulheres e 145 homens) na disputa em 32 modalidades esportivas. Em Atenas foram 247 participantes, sendo 122 mulheres, em 28 modalidades.

A Vila Olímpica foi aberta oficialmente no domingo, dia 27 de julho, e os primeiros ciclistas brasileiros chegarão a Pequim no dia 3 de agosto para a aclimatação. O evento vai reunir cerca de 10.500 atletas de 28 modalidades. As quatro modalidades do ciclismo (estrada, MTB, BMX e pista) vão reunir cerca de 500 ciclistas na batalha pelas 54 medalhas em disputa. Os Jogos terminam no dia 24 de agosto.

Nossa equipe terá três ciclistas de estrada (Luciano Pagliarini, Murilo Fischer e Clemilda Fernandes), dois mountain bikers (Rubens Donizete e Jaqueline Mourão), além de três triatletas (Mariana Ohata, Juraci Moreira e e Reinaldo Colucci). O Brasil não terá representantes nas provas de velódromo e nem no bicicross.

ESTRADA

A prova de estrada será na manhã do primeiro dia de competições, no dia 9 de agosto. Às 11h (22h no horário de Brasília), Murilo Fischer e Luciano Pagliarini alinham ao lado dos melhores ciclistas do mundo com a difícil tarefa de acompanharem o pelotão numa das mais duras provas de ciclismo da história olímpica.

Os três ciclistas de estrada convocados residem e competem na Itália e foram definidos com base em critérios técnicos e na experiência profissional dos ciclistas pelo técnico Mauro Ribeiro, que vai à sua segunda Olimpíada como treinador.

O paranaense Luciano Pagliarini e o catarinense Murilo Fischer (foto) vão disputar a prova de estrada no dia 9 de agosto. Fischer, que correu seu segundo Tour de France e terminou na 76ª colocação, disputa também no dia 13 a crono individual. No feminino, a goiana Clemilda Fernandes vai encarar a prova de resistência.

Fischer e Pagliarini têm a difícil missão de pedalar no pelotão com os melhores ciclistas do mundo. Países fortes no ciclismo, como a Itália, França, Estados Unidos, Austrália e outros, terão cinco ciclistas na equipe.

A prova terá 245 km para os homens e 126 km para as mulheres.

O percurso, considerado extremamente difícil por Mauro Ribeiro, consiste numa reta de 78 km até o pelotão chegar num circuito com uma subida que sai de 80 metros e vai até 600 metros sobre o nível do mar em 11 km. Serão sete voltas nesse circuito massacrante até a chegada final.

A largada será no portão Yongdingmen e o trajeto passa por muitos monumentos e prédios históricos de Pequim, como o Templo do Céu, Praça Tian'anmen Square, Cidade Proibida, Palácio Yonghegong Palace, templo do Lama e um trecho da Muralha da China. O campeão da prova-teste foi o italiano Gabriele Bosisio, que marcou o tempo de 4h27min14s, 3 segundos à frente do cazaque Alexandr Dyachenko. O italiano Vicenzo Nibali foi o terceiro, a 47 segundos de Bosisio.

O circuito chegou a ser ironizado e comparado a uma pista de mountain bike. Especialistas garantem que os homens de chegada, os sprintistas puros, como o belga Tom Boonen e o australiano Robbie McEwen, não têm chances ao ouro.

Pagliarini aponta o espanhol Oscar Freire, o italiano Paolo Betini e o alemão Erik Zabel como favoritos às medalhas. Mas é o australiano Cadel Evans, bicampeão da Copa do Mundo de Mountain Bike, vice-campeão do Tour no ano passado e desse ano, que pode se favorecer do duro circuito. Evans, sétimo colocado na prova de mountain bike nos Jogos Olímpicos de Sydney, é apontado como um dos favoritos ao ouro.

"É difícil dizer se os brasileiros terminam a prova. A questão é saber quem vai se aclimatar melhor e sofrer menos com a poluição na hora da corrida. O percurso é extremamente difícil. O circuito não favorece o Pagliarini, mas estar na prova é o primeiro passo para poder brigar por medalhas", reconhece Mauro Ribeiro.

CRONO

O trajeto da prova de contra-relógio individual tem 23,6 km, com trechos do circuito da prova de estrada. Assim que descerem a rampa de largada, os ciclistas encaram um falso plano com 10 km e encaram uma ligeira descida por outros 10 km, exposto ao vento.

No ano passado o vencedor da prova-teste foi o australiano Cadel Evans, que marcou o tempo de 32min28s. Na segunda colocação ficou Michael Rogers, a 24.7 segundos de Evans. O suíço Fabian Cancellara é um dos favoritos ao ouro.

TRIATHLON

A prova feminina será no dia 18 de agosto e a masculina será no dia seguinte, com largada às 10h (21h no horário de Brasília).

No dia 18 de julho, o paranaense Juraci Moreira teve sua presença assegurada em Pequim após a desistência da Áustria. Juraci, prata no Pan do Rio, é um dos nove triatletas que disputam pela terceira vez a prova de triathlon numa Olimpíada. O time brasileiro terá ainda o paulista Reinaldo Colucci e a brasiliense Mariana Ohata.

A prova do masculino vai reunir os melhores 55 atletas do mundo e, em teoria, todos têm chances de medalhas.

"Se analisarmos, todos eles já conseguiram ou estiveram muito perto de algum pódio em etapas do circuito mundial, o que deixa claro que todos têm chances de brigar pelas primeiras posições", diz Colucci, que afirma estar em sua melhor condição física desde que iniciou a carreira.

Juraci aponta o espanhol Javier Gomes e o canadense Simon Withfield como favoritos ao ouro.

"Porém, tem uns 15 nomes fortes que podem ganhar medalha pelos últimos resultados obtidos. Tanto eu quanto o Colucci estamos com chances de chegar entre os 15 primeiros", analisa.

No feminino, a situação é semelhante. Mariana prevê uma acirradíssima disputa entre as 55 meninas e acredita que um seleto grupo de 15 triatletas vai brigar pelas medalhas.

"Como única representante brasileira no feminino, digo que estarei fazendo o meu melhor para brigar por uma medalha, o importante é estar com a sorte do lado e pronta para qualquer situação dentro da prova".

OS FAVORITOS

A largada do triathlon será às 10 horas no reservatório de água das Tumbas de Ming, no norte da cidade e terá uma arquibancada para 10 mil espectadores, com ingressos a 50 yuans.

Os 40 km do ciclismo serão num circuito ao longo do Rio Dongsha. Plataformas elevadas na área de transição vão garantir a visão para o público e para os 170 jornalistas que deverão cobrir as provas.

A prova-teste foi realizada em setembro do ano passado e reuniu 15 competidores. O campeão foi o espanhol Javier Gómez, com o tempo de 1h48min41s, seguido pelo australiano Courtney Atkinson. A portuguesa Vanessa Fernandes, de 22 anos, venceu no feminino.

MOUNTAIN BIKE

O mineiro Rubens Donizete (foto), que vive na tranqüila São José do Rio Pardo, no interior paulista, determinou um objetivo ambicioso.

O medalhista de prata no Pan do Rio de Janeiro, que chegou a trabalhar de servente de pedreiro antes de se dedicar exclusivamente ao esporte, quer chegar entre os dez primeiros na prova em Pequim.

"É difícil, mas não é impossível para mim, pelo preparo que fiz", reconhece o atual vice-campeão brasileiro de 28 anos que, no mundial da Itália, em junho, largou em 58º e terminou em 25º na Elite, o melhor resultado de um brasileiro em mundiais. No dia 13 de julho, Rubens carimbou o passaporte em São Bento do Sul, ao conquistar o titulo de vice-campeão brasileiro e somar 238 pontos em três seletivas oficiais.

O grid de largada terá 50 bikers divididos em cinco filas e Rubens vai largar na penúltima delas. Por conta disso, o brazuca já tem sua estratégia montada. "Tenho que fazer uma ótima largada, como fiz no Mundial, andar com os líderes e tomar cuidado para não cair. Vou me manter escondido e me poupando fisicamente, para atacar nas últimas voltas", conta.

Os europeus são os franco-favoritos às medalhas e o atual campeão mundial e medalha de bronze em Sydney, o suíço Christoph Sauser, encabeça as apostas juntamente com o francês Julien Absalon (ouro em Atenas), o espanhol José Hermida (prata em Atenas) e o holandês Bart Brenjens (bronze em Atenas).

A Suíça e a França vão alinhar com três atletas cada. Os Estados Unidos, o Canadá e a Itália vão levar dois atletas.

O circuito olímpico foi construído ao lado do moderno velódromo de Laoshan e tem 5.300 m de extensão, com várias partes técnicas, subidas duras e curtas e até uma escadaria onde todos terão que empurrar.

"É o tipo de circuito que eu me dou bem, mas os europeus, principalmente os suíços e franceses, vão encher o pódio", prevê o mineiro, que não poupa elogios à CBC pelos critérios claros para decidir a vaga olímpica. Rubinho venceu duas das três seletivas e foi segundo na etapa única do Campeonato Brasileiro.

"Foi a melhor forma de fazer a seletiva. Desse jeito, aumentou o nível dos competidores. Foi uma briga legal para decidir a vaga."

No feminino, a prova vai reunir 30 competidoras. Para a mineira Jaqueline Mourão, que disputa sua segunda olimpíada no mountain bike, a prova de Pequim vai marcar sua despedida das competições de cross country em alto estilo.

Jaque venceu todas as seletivas e garantiu seu quarto título brasileiro. Para ela, as favoritas às medalhas são a espanhola Margarita Fullana (atual campeã mundial), a russa Irina Kalientieva (bronze no último mundial), a alemã Sabine Spitz (bronze em Atenas e prata no último mundial), a canadense Marie-Helene Premont (prata em Atenas) e a norueguesa Gunn-Rita Dahle, dona do ouro em Atenas.

A chinesa Ren Chengyuan também é apontada por Jaque como favorita a uma medalha. Após os Jogos, o foco da atleta será o projeto "Under My Wings", uma ONG com o objetivo de descobrir novos talentos e ajudar ciclistas a ingressarem no esporte profissional.

O mountain bike é a última prova do ciclismo. No dia 22 de agosto correm as mulheres e, no dia seguinte, os homens.

CIRCUITO

O circuito de 4,6 km do cross-country foi inaugurado no dia 22 de setembro do ano passado com uma prova que teve o atual campeão mundial, o suíço Christoph Sauser, como vencedor, e o holandês Bart Brentjens como vice. No feminino, a chinesa Liu Ying superou a alemã Sabine Spitz por 3 minutos.

A pista traz subidas curtas e íngremes e após os Jogos o circuito será aberto ao público geral. A pista fica junto ao Centro Ciclístico de Lasohan e servirá como centro de treinamento oficial da seleção de ciclismo chinesa.

Haverá arquibancadas para 2 mil espectadores sentados e outros 15 mil lugares para torcedores em pé. As provas serão às 15 horas e os ingressos custam 30 yuans (Um yuan vale aproximadamente 20 centavos de real).

PROGRAMAÇÃO

O fuso horário da China é 11 horas à frente do horário de Brasília. O ideal é se programar com antecedência para conferir as transmissões.

Em Atenas, as TVs transmitiram ao vivo a prova de mountain bike, triathlon e ciclismo.

Fique de olho no site oficial http://en.beijing2008.cn, e também nos sites das TVs pagas www.espn.com.br e www.sportv.com.br, além do próprio site da UCI (www.uci.ch). Para a América Latina, o portal Terra (http://terratv.terra.com.br) é o único a ter os direitos para a transmissão dos eventos de Pequim.

Confira abaixo o dia e os horários locais das provas:

TRIATHLON 18 de agosto – feminino – das 10h às 12h20
19 de agosto – masculino – das 10h às 12h10

MOUNTAIN BIKE 22 de agosto – feminino – das 15h às 17h
23 de agosto – masculino – das 15h às 17h30

CICLISMO DE PISTA 7, 8, 10 e 11 de agosto – das 16h30 a 19h30
9 de agosto – Das 10 h às 17h15

ESTRADA 9 de agosto – masculino – das 11h às 17h30
10 de agosto – feminino – das 14h às 17h30

CONTRA-RELÓGIO 13 de agosto – contra-relógio feminino - das 11h30 às 13h
13 de agosto – contra-relógio masculino - das 13h30 às 17h30

BMX 12 de agosto – eliminatórias - Das 9h às 11h30
13 de agosto – final feminina – 11h
13 de agosto – final masculina – 11h20

VELÓDROMO

O velódromo de Laoshan é o primeiro com pista de madeira no país.

Com uma inclinação que varia de 13 a 47 graus, a pista tem 250 metros de comprimento e 11 de largura (sete metros úteis), nos conformes da UCI. O prédio tem 33,8 metros e acomoda 6 mil espectadores, incluindo 3 mil temporários e o estacionamento tem lugar para 270 carros.

O valor do ingresso é de 100 yuans (cerca de R$ 250). Localizada no distrito de Shijingshan, a construção de três pavimentos é coberto por um gigantesco domo metálico, com 150 metros de diâmetro e 1.400 toneladas, que precisou de 700 trabalhadores e 64 guinchos manuais para ser içado a 33 metros sobre o solo.

A estrutura do teto é revestida de policarbonato transparente, que deixa a luz entrar e mantém o calor lá fora. Para ajudar na ventilação, particularmente nos dias quentes do verão chinês, o teto se abre parcialmente e a iluminação natural é reforçada por 230 refletores.

O conforto dos atletas, especialmente os para ciclistas, é garantido por um grande elevador que leva os atletas do lounge até a área de competição. Ao redor do velódromo, numa área de 33 mil metros quadrados, ficam também os circuitos do cross-country e do bicicross e o Centro Ciclístico.

O evento-teste, realizado no dia 9 de dezembro, contou com 376 ciclistas de 44 países e a Holanda terminou no topo do quadro de medalhas, com quatro medalhas de ouro e três de bronze. A anfitriã China ficou na 20ª colocação, com duas de bronze.

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Ciclista Brasileiro pode Abandonar as Olímpiadas

Mensagem  Robinho em Qua Ago 06, 2008 3:00 pm

Pedra no rim pode tirar
ciclista brasileiro das Olimpíadas
Luciano Pagliarini, que compete na prova estrada, não conseguiu treinar e pode não participar da competição. A única chance de ele conseguir correr é expelir a pedra naturalmente – qualquer outro tratamento exigiria repouso
Janaína Tupan Frare


Luciano, sobre a pedra no rim: "Não agüento mais beber água mas, se sair,
está tudo bem"Uma pedra no rim esquerdo pode afastar o ciclista brasileiro Luciano Pagliarini do Jogos de Pequim a apenas três dias da sua segunda participação olímpica. A pedra parece ter se movimentado na viagem do ciclista para a China, provocando dores que nesta terça-feira (5) o impediram de subir na bicicleta e treinar.

Pagliarini sentiu dores logo no primeiro treino em Pequim. Desconfiou de alguma inflamação do sistema linfático, passou por algumas sessões de drenagem, mas a dor persistiu. “Recorri ao departamento médico. Fizemos uma ecografia e uma ressonância, e localizamos uma pedrinha alojada em um canal que é justamente o que fica em contato com o selim da bicicleta”, diz o ciclista, que em novembro do ano passado já havia expelido uma outra pedra. “Na época, foram constatadas quatro pedras. No exame feito agora só foi localizada esta. As outras devo ter eliminado sem perceber”, afirma o atleta.

“Isso poderia ter acontecido uma ou duas semanas antes. Vai acontecer justo agora que estou nas Olimpíadas”, disse o atleta a ÉPOCA, em tom decepcionado. Segundo ele, os médicos apontaram três opções de tratamento. Para duas delas – estourar a pedrinha com raio laser ou tentar tirá-la com um cateter –, ele precisaria de três a quatro dias de repouso, tempo de que não dispõe, já que a sua prova, a de estrada, será realizada neste sábado (9).

“Só me restou a terceira opção, que é beber muito líquido para tentar removê-la naturalmente... e torcer. Não agüento mais beber água mas, se sair, está tudo bem. Não queria perder esses dias de treinamento, que são muito importantes nesta fase”, reforça o atleta que, em fevereiro deste ano, no Tour da Califórnia (EUA), derrotou Paolo Bettini, atual campeão olímpico e mundial da modalidade.

Bronze no Pan do Rio em 2007, Pagliarini, que abandonou a prova na Olimpíada de Atenas, em 2004, porque um pneu da sua bicicleta furou, esperava chegar mais bem preparado para os Jogos de Pequim, mas não conseguiu disputar todas as provas que gostaria antes de chegar à capital chinesa.

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Re: CICLISMO E TRIATHLON EM PEQUIM 2008

Mensagem  Tecnico Fabinho em Seg Ago 11, 2008 1:03 pm

Robson,

Que pena que deu este problema com o Pagliarini ele e o Murilo juntos poderiam fazer melhor do que o Murilo sozinho!!! Ele ainda conseguiu ficar em 20°... mas o Luciano ficou bem atrás e só completou a prova...

Abçs

Tecnico Fabinho
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Re: CICLISMO E TRIATHLON EM PEQUIM 2008

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