TRIATLON: “A troca de provas e suas particularidades”

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TRIATLON: “A troca de provas e suas particularidades”

Mensagem  TÉCNICO FERNANDO em Sex Out 24, 2008 3:33 pm

Com o passar do tempo, a modalidade de Triátlon que a princípio era considerada mais uma moda para entusiastas dos esportes de resistência, tem demonstrado ser um esporte que se manifesta dando sentido a vida moderna da sociedade, o qual desempenha um papel importante, a questão da capacidade de rendimento, a conscientização relacionada à saúde e a autodeterminação, são alguns dos pontos de destaque na prática do Triátlon. Todos nós, ainda recordamos da primeira transmissão pela televisão de um campeonato de triátlon diretamente do Hawai em 1982, on09de vimos algumas imagens dramáticas de atletas sofrendo para terminar a prova. Desde então, a modalidade percorreu um caminho de modernização até ser reconhecida como modalidade olímpica. Os estudos modernos procuram explicar todo o processo fisiológico relacionado com as provas deste esporte. A prática das três provas de resistência com características muito diferentes em suas exigências apresentam respostas do organismo que se modificam a cada momento. A transição da natação, por exemplo, para o ciclismo na maioria das vezes apresentam um mal estar nos atletas principalmente nas provas mais longas. A posição do corpo horizontal na natação facilita o retorno venoso, além de que o gasto energético esta sendo produzido com ênfase nos membros superiores, ou seja, com um menor grupo de músculos, desta forma, durante a prova o organismo encontra o equilíbrio entre gasto energético e a recuperação em esforço. Normalmente o atleta nada muito próximo de seu limear anaeróbio, sem alta fadiga. Ao finalizar a natação e colocar o corpo na posição vertical, todo o processo fisiológico se modifica, pois muda a ação motora com produção do gasto energético nos membros inferiores, passando a utilizar, mas de um sexto, um sétimo da musculatura esquelética na atividade, esta mudança brusca gera um desconforto no sistema respiratório e na irrigação dos músculos como um todo o que faz com que o atleta sinta um mal estar, distúrbios estomacais, mudança na pressão sistólica, aumento da freqüência cardíaca além das questões relacionadas com os fluidos sensoriais motores no momento da prova adaptados a posição do corpo e as ações motoras específicas. O organismo reage da mesma forma quando ocorre a troca de prova do ciclismo para a corrida, mas aqui é mais suave, outros pormenores entram em ação principalmente a questão da fadiga psicofísica que é muito alta nesta fase da prova, por outro lado, as modificações fisiológicas são menores devido uma semelhança de ações motoras entre as provas. Muitos estudos têm sido desenvolvidos nesta área da adaptação funcional nas provas do triátlon, apesar disso, ainda essas informações não estão divulgadas suficientemente no meio dos atletas e outros especialistas da área o que é um processo normal para uma modalidade ainda nova no calendário internacional desportivo.


Texto do preparador fisico ANTANIO CARLOS GOMES

TÉCNICO FERNANDO
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